
Março é o mês de conscientização sobre a obesidade e sobrepeso, e a Voy escolheu falar sobre um peso que não aparece em nenhuma balança: o das tentativas frustradas que ficam na memória, da culpa que acompanha cada deslize, da sensação de solidão em um processo que o mundo insiste em tratar como simples, mas que está longe de ser.
Mas algumas histórias mostram que é possível ultrapassar essas barreiras, mesmo depois de alguém te dizer que não é bem assim.
A Nathalie que o diga: foi depois de sair de um consultório médico, achando que sua única opção era a bariátrica, que ela encontrou o caminho que a fez perder 23 quilos.
Segue o texto que a gente conta como essa história começa e termina (bem).
Sem energia nem para carregar o sobrinho no colo
Essa história começa na época da faculdade, quando a Nathalie saía de casa às quatro da manhã e voltava perto da meia-noite. Na correria, ela sempre optava em comer o que estivesse à mão e, claro, não sobrava tempo no seu dia para fazer algum tipo de exercício. Com isso, o efeito sanfona foi se instalando devagar na sua vida, quase sem ser percebido.
Da faculdade, Nathalie hoje trabalha com comércio exterior em home office, tem dois cachorros e uma vida bem ativa. De manhã e à noite, passeia com os cachorros. Durante o dia, o foco é todo no trabalho. À noite, vai para a academia ou faz um exercício funcional em casa. Mas mesmo estando em movimento, ela não conseguia perder peso, por mais que tentasse.
Quero estar melhor aos 30 do que estou aos 29 anos
Quando ela completou 29 anos, algo mudou. Os sobrinhos gêmeos tinham acabado de nascer, e ela percebeu que coisas simples, como segurá-los no colo, a deixavam cansada.
Além disso, ela sentia dor nas costas e dificuldade para respirar. Foi quando ela entendeu que não dava mais para ignorar.
Diagnóstico médico precipitado
Com um quadro de gastrite e muita azia, Nathalie foi ao gastroenterologista. A primeira pergunta que ele fez foi se ela já tinha pensado em bariátrica, antes mesmo de ver algum exame ou perguntar o que ela sentia.
"Eu estava com obesidade grau 2. Fiquei chocada porque ele nem perguntou o que eu sentia. Disse que se eu fizesse bariátrica, melhoraria 90% do refluxo. Eu nem tinha feito exames ainda e saí do consultório chorando."
Não era a primeira vez que ela se sentia assim. Ao longo de dez anos buscando ajuda, o tratamento sempre pareceu padronizado, como se todo mundo recebesse a mesma orientação independente de quem fosse.
Numa consulta com uma nutricionista, comentou que comia bolacha recheada. A resposta foi: "você já é adulta, não é criança." Saiu e nunca mais voltou. "Quando você procura ajuda, não quer ser julgada.”
A virada de jogo
Foi uma amiga quem a apresentou à Voy, pouco antes dela completar 29 anos. O que chamou sua atenção de cara foi a praticidade: como PJ, tirar tempo para consultas presenciais é complicado, todo o tempo útil é condicionado ao trabalho.
"Pra mim é muito mais fácil fazer uma consulta online, e com uma pessoa que não me discrimine, que não fique falando que eu tenho que comer frango com batata doce o dia todo, que foi o que escutei de outros profissionais. Não precisar me deslocar para ir até a farmácia, fazer a compra, foi o diferencial da Voy."
Recebeu o medicamento em casa, começou o tratamento, tirou dúvidas pelo WhatsApp e conseguiu manter o ritmo. Mas para ela, o que realmente fez diferença foi a abordagem da nutricionista.
A nutri propôs um planejamento que cabia na rotina dela: preparar porções no fim de semana para congelar, deixar saladas lavadas e porcionadas, facilitar as escolhas durante a semana. “Diferente de tudo que tinha ouvido antes, a nutricionista não entregou um cardápio engessado”.
Pequenas mudanças que, somadas, transformaram a relação dela com a comida.
"Ela destacou a importância de deixar as coisas planejadas, porque quando o dia está corrido é mais difícil seguir tudo certinho."
A relação com a comida que ninguém vê
Antes da mudança, Nathalie entendia que estar satisfeita era comer até não aguentar mais. Com o tempo, e com a ajuda da medicação prescrita de acordo com seu perfil, foi aprendendo a comer até se sentir bem, sem exagerar.
A relação com os deslizes também mudou: "Se hoje eu comi tudo certinho, à noite posso comer algo fora do plano sem culpa, porque o restante da semana está equilibrado. Se como algo fora agora, na próxima refeição volto pro certo."
Na Voy ela encontrou o que nunca tinha tido: a ausência de julgamento. "Posso falar pra minha nutri 'fui na pizzaria' e ela responde 'tudo bem, amanhã volta pra rotina'. Isso me ajuda a ser honesta e seguir o plano."
Os resultados que aparecem, e os que ninguém vê
Com 23 quilos a menos, Nathalie chegou aos 30 anos melhor do que estava aos 25. Ela mesma diz isso sem hesitar.
Mas os resultados vão além da balança. Ela conta que percebeu melhora na respiração, principalmente para dormir (antes não conseguia dormir de lado, de barriga pra cima ou para baixo). Passou a conseguir subir escadas sem cansaço e o a cuidar dos sobrinhos com disposição.
O que ela mais destaca, porém, é algo que vai além do espelho.
"Não é só sobre saúde física, mas também mental. Hoje me sinto mais confiante, até no trabalho. Me sinto mais assertiva e sinto que as pessoas me escutam mais. Vale a pena, porque não é só sobre emagrecer: é sobre se sentir confiante de novo."
Vida real, rotina real
Nathalie não romantiza o processo. Houve momentos difíceis, dias em que parecia mais fácil desistir. Ela conta que saber que teria suporte todos os dias, para tirar dúvidas ou para quando achava que algo estava errado, mudou tudo.
"O meu problema sempre foi começar. Se eu pudesse falar uma coisa pra Nathalie de dois, três anos atrás, seria: se você começar hoje, daqui a um ano vai colher os frutos e se sentir muito mais feliz."
Porque pra ela, nunca foi falta de força de vontade. Foi falta de um tratamento que a respeitasse.
Quer ter os mesmos resultados da Nathalie?
A primeira dúvida de quem inicia um tratamento com GLP-1 é: quantos quilos vou emagrecer em um mês? A resposta varia, porque fatores como metabolismo, hábitos, composição corporal e histórico de saúde influenciam o ritmo de emagrecimento.
A história da Nathalie mostra que o que realmente faz diferença é o acompanhamento médico e nutricional, que ajudam a otimizar os efeitos do medicamento e, principalmente, a manter a consistência. O segredo está em criar hábitos saudáveis e sustentáveis que se encaixem na sua rotina.
A perda gradual, aliada ao suporte profissional, garante resultados duradouros. No fim, a quantidade de quilos que você vai perder depende do cuidado contínuo, e não apenas do medicamento.
O peso que ninguém vê
A história da Nathalie mostra isso com clareza.
Depois de tantas tentativas frustradas, da consulta que a fez sair chorando do consultório, da sensação de nunca ser vista de verdade, a perda de 23 quilos foi resultado de algo maior: acompanhamento contínuo, plano individualizado e suporte real adaptado à rotina dela. Não foi milagre: foi tratamento bem conduzido.
Porque emagrecer pode começar num número. Mas o que sustenta a transformação é toda a jornada que ninguém vê, e que faz toda a diferença.
Para saber se há indicação de algum tratamento para emagrecer, a Voy Saúde disponibiliza acesso a médicos para uma avaliação online no site www.voysaude.com.




