Remédio para emagrecer: o que a ciência diz sobre os tratamentos atuais

Spoiler: não existe pílula mágica, mas uma nova geração de medicamentos que, se usados com acompanhamento médico e novos hábitos têm demonstrado resultados expressivos. Segue aqui que a gente explica.


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Aprovado por:

Time de Saúde Voy

Escrito com base em estudos científicos
Atualizado em 05/12/2025
Aviso Importante:

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. O uso de medicamentos para emagrecimento deve ser feito somente com prescrição e acompanhamento médico. A automedicação pode causar efeitos adversos e riscos à saúde.​​​​‌‍​‍​‍‌‍ ‌​‍‌‍‍‌‌‍‌‌‍‍‌‌‍‍​‍​‍​‍‍​‍​‍‌​‌‍​‌‌‍‍‌‍‍‌‌‌​‌‍‌​‍‍‌‍‍‌‌‍ ​‍​‍​‍​​‍​‍‌‍‍​‌​‍‌‍‌‌‌‍‌‍​‍​‍​‍‍​‍​‍‌‍‍​‌‌​‌‌​‌​​‌​​‍‍​‍​‍ ‌‍‌‌‍​‌‌‍‍‌‌‌‌‍​‌‌‍​​‍‌‌​‌‍​‌‌‍‍‌‍‍‌‌‌​‌‍‌​‍‌‌​‌‌​‌‌‌‌‍‌​‌‍‍‌‌‍ ​‍‍‌‌‍‌‍‌‌‌​‍‌‍​‌‍‌‌‌‍​​‍‍‌‍​‌‌​​‌​​​‍ ‌‍‍‌‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍

A busca pelo "melhor remédio para emagrecer" nunca esteve tão intensa. E faz sentido, nos últimos anos, medicamentos com resultados expressivos em estudos clínicos ganharam manchetes, redes sociais e conversas de consultório.

Mas entre a promessa e a realidade, o que de fato a ciência mostra sobre essas opções?

Spoiler: não existe pílula mágica. Existe, sim, uma nova geração de medicamentos que, quando usados com acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida, têm demonstrado resultados que antes pareciam improváveis.

Segue aqui que a gente explica.

O que são remédios para emagrecer?

Remédios para emagrecer são medicamentos prescritos para auxiliar no tratamento da obesidade e do sobrepeso. Não estamos falando de suplementos, chás ou fórmulas "naturais" vendidas sem receita. Estamos falando de fármacos desenvolvidos, testados em ensaios clínicos e aprovados por agências reguladoras como a ANVISA.

E essa diferença é muito importante.

Esses medicamentos são indicados para pessoas com IMC elevado ou que apresentam condições associadas ao excesso de peso, como diabetes, hipertensão ou doenças cardiovasculares. Por isso, a decisão de usar (ou não) cabe sempre ao médico e após uma avaliação individualizada.

Como funcionam os principais medicamentos

Os tratamentos farmacológicos para obesidade atuam de formas diferentes. Alguns reduzem a absorção de gordura no intestino. Outros agem no sistema nervoso central, influenciando apetite e saciedade. Mas a classe que revolucionou o campo nos últimos anos são os agonistas do GLP-1, e seus primos mais novos, os agonistas duplos.

Abaixo falamos um pouco sobre os principais disponíveis no mercado e aprovados:

  • Agonistas do GLP-1: Semaglutida e Liraglutida

O GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) é um hormônio que seu corpo produz naturalmente após as refeições. Ele sinaliza saciedade, retarda o esvaziamento do estômago e ajuda a regular a glicemia.

Medicamentos como a semaglutida (presente no Wegovy e no Ozempic) e a liraglutida (Saxenda) imitam a ação desse hormônio. O resultado? Menos fome, mais saciedade, menor ingestão alimentar, sem aquela sensação constante de estar se privando.

  • Agonistas duplos: Tirzepatida

A tirzepatida (Mounjaro) vai além. Ela atua em dois receptores hormonais simultaneamente: GLP-1 e GIP. Essa ação dupla parece potencializar os efeitos sobre apetite e metabolismo, o que explica, ao menos em parte, os resultados ainda mais expressivos observados em estudos.

  • Outros medicamentos disponíveis no Brasil

Existe ainda o orlistate, que reduz a absorção de gorduras no intestino (com efeitos colaterais gastrointestinais conhecidos por quem já usou). Ou ainda outro medicamento, a Sibutramina, que age no sistema nervoso central, mas tem contraindicações importantes para pessoas com risco cardiovascular. São opções, mas com perfis de eficácia e segurança distintos dos agonistas de GLP-1.

Afinal, o que dizem os estudos clínicos

Números. Vamos a eles. O estudo SURMOUNT-5, publicado no New England Journal of Medicine, comparou diretamente a tirzepatida e a semaglutida em adultos com obesidade.

Após 72 semanas, veja o resultado:

  • Tirzepatida: perda média de 20,2% do peso corporal (cerca de 22,8 kg)
  • Semaglutida: perda média de 13,7% do peso corporal (cerca de 15 kg)

São resultados expressivos. Mas, e isso é crucial, foram obtidos em condições controladas, com acompanhamento médico rigoroso e, na maioria dos casos, associados a mudanças na alimentação e atividade física.

Uma meta-análise publicada no The Lancet em 2024, analisando mais de 60 mil pacientes, confirmou: os agonistas de GLP-1, especialmente semaglutida, estão entre as opções mais eficazes atualmente disponíveis.

Além da perda de peso, estudos mostram benefícios adicionais: redução de eventos cardiovasculares, melhora do perfil glicêmico e lipídico, proteção renal. A semaglutida, por exemplo, reduziu em 20% os eventos cardiovasculares em pacientes com obesidade e histórico de doença cardíaca.

O Papel do Acompanhamento Médico

Se tem uma coisa que vale para todos os medicamentos para emagrecer, sem exceção é: o tratamento sem acompanhamento de um profissional de saúde além de ser arriscado, pode diminuir as chances de resultado.

Veja aqui alguns dos motivos:

  • Avaliação individualizada: o que funciona para uma pessoa pode não ser adequado para outra. Histórico de saúde, outros medicamentos, condições preexistentes, tudo isso importa.
  • Ajuste de tratamento: efeitos colaterais, resposta ao medicamento, evolução do peso. Cada etapa precisa de reavaliação para que seja seguro e para que haja resultados.
  • Integração com estilo de vida: medicamento sozinho não sustenta resultado. O médico junto com nutricionistas e profissionais da saúde, são cruciais para te ajudar a montar um plano que faz sentido para a sua rotina.
  • Segurança: medicamentos controlados existem por um motivo. A automedicação pode causar desde efeitos adversos evitáveis até riscos graves.

A obesidade é uma doença crônica. O tratamento, quando indicado, costuma ser prolongado, e isso exige acompanhamento contínuo, não uma receita única.

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Mitos e verdades sobre remédios para emagrecer

Para concluir, vamos falar sobre as tantas informações que vemos na internet e que, muitas vezes, não têm nenhum embasamento científico.

"Remédios funcionam sozinhos"

Mito. E um dos mais perigosos. Medicamentos são ferramentas auxiliares, não substituem alimentação adequada, atividade física e mudanças de comportamento. Os próprios estudos que mostram resultados impressionantes foram conduzidos com pacientes seguindo orientação nutricional e praticando exercício. Tirar isso da equação muda completamente o cenário.

"Todos causam dependência"

Depende do medicamento. Os agonistas de GLP-1 (Ozempic, Wegovy, Mounjaro, Saxenda) não apresentam risco de dependência física. São medicamentos seguros nesse aspecto. A sibutramina, por atuar no sistema nervoso central, exige mais atenção, mas mesmo assim, o risco é baixo quando o uso é acompanhado.

O que pode existir é uma dependência psicológica do resultado, a pessoa que não muda hábitos e "transfere" a responsabilidade do emagrecimento para a medicação. Quando para, o peso volta. Não porque o remédio viciou, mas porque o comportamento não mudou.

"Existem remédios milagrosos"

Se existissem, a obesidade não seria uma epidemia global. Não há atalho. Há, sim, opções que ajudam significativamente, quando integradas a um plano de tratamento completo.

A nova diretriz da ABESO (2025) é clara: o tratamento da obesidade é multifatorial e de longo prazo. Medicamentos são uma peça do quebra-cabeça, não a solução completa.

Para saber se há indicação de algum tratamento para emagrecer, a Voy Saúde disponibiliza acesso a médicos para uma avaliação online no site www.voysaude.com.

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A Voy é uma plataforma de saúde que faz a gestão de toda a jornada de emagrecimento, conectando pacientes a nutricionistas, endocrinologistas e dando todo suporte na aquisição e manutenção dos tratamentos adequados, de forma segura e prática, 100% online e com suporte de saúde ilimitado.


Perguntas Frequentes