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Tirzepatida causa queda de cabelo?

Tire dúvidas sobre queda de cabelo com Mounjaro e aprenda a proteger seus fios durante o tratamento.

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Aprovado por:

Time Clínico Voy

Escrito com base em estudos científicos
Atualizado em 10/06/2026
Tempo de leitura: 5 min
Aviso Importante:

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. O uso de medicamentos para emagrecimento deve ser feito somente com prescrição e acompanhamento médico. A automedicação pode causar efeitos adversos e riscos à saúde.​​​​‌‍​‍​‍‌‍ ‌​‍‌‍‍‌‌‍‌‌‍‍‌‌‍‍​‍​‍​‍‍​‍​‍‌​‌‍​‌‌‍‍‌‍‍‌‌‌​‌‍‌​‍‍‌‍‍‌‌‍ ​‍​‍​‍​​‍​‍‌‍‍​‌​‍‌‍‌‌‌‍‌‍​‍​‍​‍‍​‍​‍‌‍‍​‌‌​‌‌​‌​​‌​​‍‍​‍​‍ ‌‍‌‌‍​‌‌‍‍‌‌‌‌‍​‌‌‍​​‍‌‌​‌‍​‌‌‍‍‌‍‍‌‌‌​‌‍‌​‍‌‌​‌‌​‌‌‌‌‍‌​‌‍‍‌‌‍ ​‍‍‌‌‍‌‍‌‌‌​‍‌‍​‌‍‌‌‌‍​​‍‍‌‍​‌‌​​‌​​​‍ ‌‍‍‌‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍ ‌‍‌‌‌‍‌​‌‍‍‌‌‌‌‍‌‌‍ ‌‍‌​‌‍‌‌​ ‌‌​​‌​‍‌‍‌‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​‌‍​‌‌‌​‌‍‍‌‌‍ ‌‍‍​‍‌‍‍‌‌‍‌​​ ‌‌‍‌​​​‌​‍​​‌‌‌‍‌‍​‍‌‌‍‌‌​‌‍​‍‌​​‌​‌​‌‍‌​​‌‌​‍‌​‌​‌‍‌‌​‌‌‍​​‍‌‌‍​‌​‍​​​‍​​‍​‍‌​​‍​‌​‍‌​‌‍​‌​​​‌‌‍‌‍‌‍​​‌‌​​‌​​​​​‍‌‌​‌‍‌‌​​‌‍‌‌​ ‌‌‌‌‍‌‍ ‌‍‌‌​​‍‌​‍‌‌‌‌‍‌‌‌‍​‍​‍‌‌‍​‍‌‍​‌‍ ‌‍‌​‍‌‌‍​‌‌​‍‌‌​‌‍‍‌‌‍​‌‍​‌‍‌‌​‍‌‌​​‌‍​‌‌‍‌‌‍‌‌​‍‌​​‌‍​‌‌‌​‌‍‍​​ ‌‌‍​‌‍ ‌‍‌‌​​‌‍ ‌​‌‍‍‌‌‌​‌‍‍‌‌‍ ‌‍‍‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌ ‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍​​‌‍‌​​​‍​​​​‌‍​‍​​​​​​​​‍​‌‍​‍‌‌‍‌‌​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍​‌‍ ‌‍‍‌‌​‌‍‌‌‌‍‍‌‌​​‍‌‌​‌‌‌​​‍‌‌ ‌‍‍‌‍‌‌‌‍‌​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‌​‌​​‍‌‌​​‍​​‍‌‍​‍‌‍​‍‌‍​‌‍​‌​​​‌‍‌‍​​‍‌‍‌‌‌‍​‌‍​‌​​‍​​‍​‍‌‌​​‍​​‍​‍‌‌​‌‌‌​‌​​‍‍‌‍‌​‌‍‌‌‌​‌‍​‌​‍‌‍‍‌‌​​‌‌​‌‍‍‌‌‍

Você começa um tratamento que melhora o peso, a glicemia e a saúde metabólica e, de repente, nota mais fios no ralo do banheiro. Desde que a tirzepatida ganhou popularidade com o nome Mounjaro, a associação com queda de cabelo virou um dos temas mais buscados em consultórios e redes sociais.

A resposta curta: sim, pode acontecer. A resposta mais útil: na maioria dos casos, o que provoca a queda não é o medicamento atacando o folículo capilar. É o próprio emagrecimento acelerado.

O que os estudos mostram

Nos estudos clínicos do Zepbound, nome comercial da tirzepatida nos Estados Unidos, entre 4% e 5% dos participantes relataram queda de cabelo, comparado a cerca de 1% no grupo placebo. Os dados mostram diferença por sexo: a incidência foi de aproximadamente 7,1% em mulheres e 0,5% em homens.

Uma revisão sistemática de 2025 que analisou diferentes agonistas de GLP-1 encontrou resultados variados: alguns estudos mostraram aumento de queda capilar, outros não encontraram diferença relevante em relação ao placebo. Essa variação reflete que a queda não tem causa única e está mais relacionada à intensidade do emagrecimento do que à molécula específica usada.

Por que a queda acontece: o eflúvio telógeno

O termo técnico é eflúvio telógeno. É uma resposta do organismo a situações de estresse físico intenso, como cirurgias, infecções, parto e perda de peso acelerada.

Em condições normais, entre 85% e 90% dos fios estão em fase ativa de crescimento. Quando ocorre um estresse metabólico relevante, parte desses fios entra precocemente na fase de repouso e, dois a quatro meses depois, cai de forma mais intensa e difusa.

Esse padrão é bem documentado após cirurgia bariátrica e dietas muito restritivas. Com a tirzepatida, o processo é o mesmo: não é o medicamento em si, é a mudança rápida que ele provoca no metabolismo.

Dois fatores que contribuem para piorar o quadro:

O primeiro é nutricional. Com o apetite reduzido pelo tratamento com GLP-1, muitas pessoas comem bem menos do que estavam acostumadas. Quando a ingestão de proteínas, ferro, zinco e vitaminas do complexo B cai, o organismo prioriza funções vitais e o ciclo capilar fica em segundo plano.

O segundo fator é hormonal: a perda de peso altera o ambiente hormonal, e isso explica por que mulheres são mais afetadas do que homens.

Quem tem mais risco

Nem todo mundo que usa tirzepatida vai perceber queda capilar. Alguns fatores aumentam a probabilidade:

  • Perda de peso acima de 20% do peso corporal inicial.
  • Emagrecimento muito rápido.
  • Sexo feminino.
  • Restrição alimentar severa, especialmente com baixa ingestão de proteínas.
  • Presença prévia de alopecia androgenética.

No último caso, o eflúvio telógeno não cria a calvície, mas pode tornar visível ou acelerar uma condição que já existia. A avaliação dermatológica é importante para quem já nota afinamento progressivo dos fios ou rarefação antes de iniciar o tratamento.

A queda é temporária?

Na grande maioria dos casos, sim. O eflúvio telógeno é uma condição autolimitada. Após a estabilização do peso e a adaptação metabólica, o crescimento capilar tende a se normalizar, o que costuma ocorrer entre seis e doze meses.

A exceção relevante é quem já tem alopecia androgenética de base. Nesses casos, o eflúvio não causa a calvície, mas pode acelerar sua progressão. Por isso, histórico familiar de calvície ou sinais precoces de rarefação devem ser comunicados ao médico antes de iniciar o tratamento.

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Como prevenir ou minimizar

Priorizar nutrientes, mesmo com pouco apetite

Comendo menos, cada refeição precisa ser mais nutritiva. Proteínas de boa qualidade, vegetais ricos em ferro, oleaginosas e alimentos fontes de zinco e vitaminas do complexo B fazem diferença para o ciclo capilar. Substituir refeições por líquidos pobres em nutrientes é um dos fatores que mais agravam a queda.

Avaliar suplementação com base em exames

Suplementos não devem ser usados de forma automática. O ideal é avaliar ferritina, vitamina B12, vitamina D e zinco por exames laboratoriais. Se houver deficiência, a suplementação é indicada de forma individualizada, não como protocolo preventivo genérico.

Manter acompanhamento de saúde

O endocrinologista é quem ajusta a velocidade do emagrecimento e monitora possíveis deficiências nutricionais. Para quem já apresenta queda persistente ou com características diferentes do eflúvio, o encaminhamento para dermatologista especializado em tricologia complementa o cuidado.

Veja mais sobre os efeitos colaterais do Mounjaro e como manejá-los.

Quando investigar além do eflúvio

O eflúvio telógeno tem características específicas: queda difusa que começa dois a quatro meses após o estressor e se resolve espontaneamente. Quando a queda foge desse padrão, vale investigar outras causas.

Os sinais que justificam avaliação dermatológica são queda localizada em áreas específicas, persistência por mais de seis meses após estabilização do peso, alterações no couro cabeludo como vermelhidão ou descamação, e afinamento progressivo com padrão típico de calvície androgenética.

O que lembrar

  • A tirzepatida não ataca o folículo capilar. A queda está associada ao emagrecimento rápido, não ao medicamento diretamente.
  • O mecanismo é o eflúvio telógeno, uma resposta do organismo ao estresse metabólico do emagrecimento intenso.
  • Entre 4% e 5% dos participantes dos estudos relataram queda de cabelo, com maior incidência em mulheres (aproximadamente 7,1% contra 0,5% em homens).
  • Na maioria dos casos, a queda é temporária e se resolve em seis a doze meses após estabilização do peso.
  • Garantir ingestão adequada de proteínas e micronutrientes é a principal estratégia preventiva. Suplementação só deve ser feita com base em exames.
  • Quem tem alopecia androgenética de base deve comunicar o médico antes de iniciar: o eflúvio pode acelerar uma condição preexistente.
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Perguntas Frequentes

Referências
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Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mounjaro® (tirzepatida): novo registro. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/mounjaro-r-tirzepatida-novo-registro

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Wilding JPH, Batterham RL, Calanna S, et al. Once-Weekly Semaglutide in Adults with Overweight or Obesity. New England Journal of Medicinescribble-underline. 2021;384:989–1002.Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2032183

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